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Record repete ‘comédia de erros’ em Reis, e Gênesis fica sem substituta inédita

A Record parece não ter aprendido com a “comédia de erros” que a obrigou a adiar Gênesis por quase dois anos. A emissora pagará caro pela falta de planejamento e tapará o buraco no horário nobre com mais reprises antes do lançamento da inédita Reis. As gravações, que deveriam ter começado em setembro, ainda não rolaram.

A emissora de Edir Macedo vive momentos distintos com os últimos capítulos da trama de Camilo Pellegrini, Stephanie Ribeiro e Raphaela Castro. Por um lado, a equipe e os diretores estão satisfeitos com os resultados que a produção alcançou nesses dez meses no ar, com uma audiência que dificilmente ficou abaixo dos dois dígitos.

Já por outro lado, há a apreensão de colocar tudo a perder e afastar o público com um compacto dos folhetins bíblicos exibidos pela casa desde 2015. O principal receio é a Record exibir uma reprise justo no momento em que a Globo voltará a ter três novelas inéditas com as estreias de Um Lugar ao Sol e Quanto Mais Vida, Melhor.

O imbróglio é que, até o momento, ninguém sabe exatamente a quem culpar pelos problemas com a pré-produção de Reis. O elenco está sendo escalado às pressas e já circula pelos Estúdios Casablanca, no Rio de Janeiro, para os testes de caracterização e figurino.

O grito de “câmera, luz e ação” está planejado para ser dado em novembro, quando a última semana de Gênesis for ao ar. Apesar de a pandemia já estar sob domínio, e a vacinação avançada na capital fluminense, nos bastidores foi descartado levar uma história de época ao ar com uma frente de capítulos irrisória.

Guilherme Winter em Os Dez Mandamentos

Compacto bíblico

Segundo Flavio Ricco, do portal R7, a solução encontrada foi uma “edição especial” em que Deus, a ser novamente interpretado por Flávio Galvão, comentará os principais acontecimentos de Os Dez Mandamentos (2015) e A Terra Prometida (2016). As histórias são baseadas, respectivamente, nos livros de Êxodo e Josué.

Como o Bonfim Notícias já antecipou, Moisés (Guilherme Winter) vai aparecer antes dos créditos finais de Gênesis para realizar a ligação entre um folhetim e outro. O próprio criador explicará que, alguns séculos depois de José (Juliano Laham) ter se tornado governador-geral do Egito, o povo terá virado as costas para os ensinamentos de Abraão (Zécarlos Machado).

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Os hebreus terão se tornado escravos do faraó, e o todo-poderoso os dará mais uma chance ao enviar o seu escolhido para guiá-los de volta à Canaã. Após a morte do profeta, caberá a Josué (Sidney Sampaio) guiar os israelitas pelo deserto até a “terra prometida”.

Reis retomará a narrativa alguns séculos depois do patriarca passar a liderança para Otoniel (Leonardo Miggiorin), que foi considerado o primeiro juiz das 12 tribos de Israel. Esse período não será mostrado na íntegra pela novela, e a Record já o abordou em outra produção –a minissérie Sansão e Dalila (2011).

A novela inédita mostrará apenas os dois últimos juízes, entre eles, Samuel, o responsável por unir o povo em uma única nação para combater as ameaças estrangeiras. Ele ungirá Saul para se tornar o primeiro monarca a subir ao trono do Reino Unido de Israel e Judá.

Zécarlos Machado e Dudu Azevedo em Gênesis

Contratempos

Uma das reclamações mais ouvidas pelo Bonfim Notícias é que a Record estava tão encantada por Gênesis que se descuidou do planejamento de Reis. Um dos erros de cálculo foi ter escalado Raphaela Castro, que estava envolvida com a sétima e última fase, para produzir os capítulos da substituta.

A roteirista não estava originalmente no projeto, que era dividido até então em duas narrativas: uma sobre o rei Davi, sob a batuta de Cristianne Fridman; a outra, com foco no rei Salomão, era preparada por Paula Richard. Ela só assumiu a autoria principal com a intervenção da diretora de dramaturgia Cristiane Cardoso.

A filha do bispo Edir Macedo justificou a mudança ao encomendar uma produção com várias fases e uma pegada de série à escritora por trás da fase de José (Juliano Laham) em Gênesis. Raphaela é uma das principais apostas da executiva que, recentemente, deu uma chacoalhada em seu núcleo com uma série de demissões.

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Os desligamentos, chamados carinhosamente de expurgos por alguns dos poucos a fazerem oposição a Cristiane, tornaram-se uma dor de cabeça para a emissora. O consenso é que faltam “braços” para tanto trabalho.

Fridman, considerada internamente como um dos melhores quadros da casa, foi chamada para colaborar com Raphaela em sua segunda novela como titular. Ela, todavia, seria posteriormente deslocada para escrever um novo folhetim contemporâneo, deixando a colega com a “bucha”.

Judá (Thiago Rodrigues) em cena de Gênesis

É o apocalipse?

Raphaela é bem avaliada pelos diretores e, apesar de ter entregue os capítulos de Gênesis com antecedência, frequentemente precisava realizar alterações e adendos. Com a sobrecarga, a casa decidiu lhe dar alguns dias para respirar no final de setembro.

A profissional, que costuma ressaltar que o seu processo criativo é um pouco mais demorado, teve alguns problemas para entregar as primeiras levas de capítulos para serem avaliados por Cristiane. Eles foram aprovados, mas a falta de um puxão de orelha na escritora pegou mal.

Afinal, Vivian de Oliveira foi afastada de Apocalipse (2017) justamente por não conseguir entregar a tempo os roteiros. Ela, na época, ainda tinha a atenuante de ter que dar conta das diversas intervenções de superiores, que a levariam a posteriormente deixar a Record.

A Record foi questionada sobre a previsão de estreia e do início das gravações de Reis, mas não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. A emissora também não revelou uma data exata para a exibição do último capítulo de Gênesis.


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Escrito por Bonfim Notícias

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