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Filha de Edir Macedo dá prejuízo e provoca fúria nos bastidores da Record

A atuação de Cristiane Cardoso como diretora de Dramaturgia não tem agradado à alta cúpula da Record. A filha de Edir Macedo foi posta em xeque nos bastidores por conta dos atrasos na produção da inédita Reis, que não ficará pronta a tempo de substituir Gênesis. Ela, porém, não deve pagar a conta pelas reprises que vão tapar buraco no horário nobre a partir de novembro.

As interferências da escritora já eram malvistas pelo chamado baixo clero, mas agora também são questionadas pelos principais executivos. A falta de um planejamento claro e objetivo para definir os próximos folhetins foi o principal fiel da balança.

Segundo fontes do Bonfim Notícias, um dos críticos é Walter Zagari. O vice-presidente comercial da Record sempre quis um profissional especializado à frente do núcleo, a exemplo de Hiran Silveira, responsável pelo renascimento da dramaturgia do canal nos anos 2000.

O executivo não esconde a insatisfação com os rumos da rede, mas mantém uma relação cordial com Cristiane, principalmente por respeito a Macedo. Ele tem sido o principal responsável por cobrar uma reação e evitar que o público migre em massa para a Globo com a estreia de Um Lugar ao Sol no próximo dia 8.

A dor de cabeça é que as reprises de Os Dez Mandamentos (2015) e A Terra Prometida (2016) vão derrubar a audiência no horário de maior faturamento da casa. Os números não devem se recuperar tão rápido, e a Record vai ter dificuldade para vender espaços publicitários. Ou seja, os descontos serão maiores; e a margem de lucro, menor.

Procurado, Zagari considerou as informações improcedentes. “Nós fomos a primeira rede, no olho do furacão, a voltar com uma novela inédita, bem antes até da nossa principal concorrente. Graças a Deus, estamos crescendo 30% no faturamento em relação ao ano passado”, pontuou.

“A reprise pode não alcançar a audiência da inédita, mas ainda assim continuaremos vice-liderando no horário e, com isso, mantendo o nosso faturamento em linha com o orçado”, acrescentou o executivo.

Linha de sucessão

Cristiane mudou de ideia pelo menos três vezes antes de definir o título que ocuparia o lugar do folhetim de Camilo Pellegrini, Stephanie Ribeiro e Raphaela Castro. Paula Richard havia sido inicialmente escalada para adaptar o livro Atos dos Apóstolos, do Novo Testamento, mas a história não avançou.

Cristianne Fridman foi chamada então para transformar a minissérie Rei Davi (2012) em uma novela, e Paula remanejada para uma trama sobre o rei Salomão. Em junho, os projetos foram fundidos e entregues a Raphaela Castro.

A roteirista, tida como um dos braços direitos da mulher de Renato Cardoso, enfrentou uma série de problemas e não conseguiu entregar os primeiros capítulos a tempo. A falta de um puxão de orelha pegou mal internamente, já que Vivian de Oliveira havia sido afastada de Apocalipse (2017) por conta de atrasos similares.

As recentes demissões de autores também não foram vistas com bons olhos, já que Camilo Pellegrini era visto com um bom quadro e responsável por uma das fases de maior audiência da atual novela bíblica. Outros nomes importantes já haviam deixado a casa, sobretudo por conta de atritos com Cristiane –casos de Tiago Santiago, Emílio Boechat e a própria Vivian.

O livro de Cristiane com suas reflexões no Instagram sobre os principais episódios de Gênesis igualmente causou reclamações nos bastidores. Alguns dos mais insatisfeitos viram uma tentativa de se “apoderar” da produção, um dos principais êxitos da Record. 

A reportagem tentou contato com a apresentadora do Love School deste o último dia 18, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.


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Escrito por Bonfim Notícias

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