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Boa ideia, programa peca pelo excesso de pirotecnia

Há um clássico episódio de Friends, no qual Joey (Matt LeBlanc) ensaia para realizar um teste de apresentador de um novo game show. Com a ajuda de Ross (David Schwimmer) e Chandler (Matthew Perry), ele tenta se virar para entender as regras sem sentido do jogo. Ao longo de todo o episódio, eles fazem piada sobre o quão maluco é o novo game, que acaba cancelado justamente por ser “complicado demais”.

Pois a estreia de Zig Zag Arena remeteu a esta situação da sitcom estadunidense. A nova atração da Globo tem uma ótima proposta, uma baita estrutura e um elenco competente. Ou seja, tinha tudo para dar certo. Mas ficou devendo na execução, desnecessariamente grandiosa. No ar, o resultado ficou complicado, pouco envolvente e frio.

Zig Zag Arena tem como proposta emular brincadeiras clássicas de criança. Mas se esqueceu que o grande atrativo destas brincadeiras são justamente as regras simples. Ao misturar elementos de várias brincadeiras num único game, dentro de um cenário grandioso, o programa cria um distanciamento entre quem assiste e quem brinca. Com isso, perde o principal atrativo de um game: realizar o espectador se sentir parte do jogo.

A pirotecnia cria uma barreira e deixa o game sem emoção. E o excesso de regras torna tudo muito confuso. será destinado as pessoas assiste, é difícil definir o que está acontecendo de fato. Não há como torcer, se não é possível entender coisas simples.

Não é a primeira vez que a Globo erra com sua verve megalomaníaca. Basta se lembrar do Divertics, humorístico cheio de mecanismos para uma simples troca de cenário e elenco estelar, mas que se esqueceu do básico: realizar rir. Ou ainda o Adnight, de Marcelo Adnet, que, na tentativa de fugir da fórmula simples do talk show, inventou uma estrutura que, na prática, não significava nada.

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À frente da atração, Fernanda Gentil está apenas correta. O formato da atração não permite com que ela se mostre mais, embora ela pareça à vontade por estar num contexto que remete aos seus tempos de repórter esportiva. A ideia de apresentar os games como evento esportivo, aliás, é boa, e Everaldo Marques foi o destaque da estreia. Já os comentaristas Hortência e Marco Luque pouco acrescentaram.

Ou seja, a primeira impressão do Zig Zag Arena não foi boa. É louvável a ideia da Globo de apostar num game show juvenil para suas tardes de domingo. Mas não precisava realizar algo tão grandioso, que se revelou confuso. Basta olhar para o “vizinho” SBT e seu prosaico Passa ou Repassa para compreender que não é preciso uma grande estrutura para realizar um game show eficiente.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

Fonte

Escrito por Bonfim Notícias

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