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A produção de radiofármacos pode ser interrompida novamente em outubro, disse o ministro

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, afirmou hoje (5) que uma nova paralisação na produção de radiofármacos poderá ocorrer em meados deste mês, caso o Congresso não aprove o complemento orçamentário necessário para a implantação dos insumos nucleares durante a semana.

Os radiofármacos são essenciais para a medicina nuclear, que se aplica ao tratamento do câncer por meio de radioterapia e exames de imagem. O Instituto de Pesquisas e Pesquisas Nucleares (Ipen), responsável por 85% da produção nacional, já interrompeu a produção neste ano, no dia 20 de setembro.

A paralisação durou até 1º de outubro e levou alguns hospitais a anunciar a suspensão de tratamentos e exames. A produção foi retomada após o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), responsável pela gestão do Ipen, anunciar a liberação de R $ 19 milhões em insumos.

O orçamento emergencial, porém, é suficiente para apenas duas semanas, segundo o próprio dossiê.

“O problema não foi resolvido. Já recebemos esse repasse de RW $ 19 milhões, mas em uma ou duas semanas, no máximo, a produção vai parar novamente até que esse PLN seja aprovado. [projeto de lei do Congresso Nacional] com R $ 34 [milhões], depois outro com R $ 55 [milhões] “até o final do ano”, disse Pontes.

O ministro compareceu terça-feira (5) à Comissão de Fiscalização e domínio Econômico da Câmara dos Deputados para explicar a situação. Aproveitei para apelar da aprovação do suplemento orçamentário do Ipen. “Meu filho tinha câncer, então eu entendo a ansiedade e o estresse das famílias”, disse ele.

O problema surge porque o orçamento de 2021 foi enviado ao Congresso pelo Ministério da Economia com corte no valor previsto para o funcionamento do Ipen. Segundo Pontes, isso vem acontecendo todos os anos, pelo menos desde 2012, mas como o orçamento deste ano foi aprovado tardiamente, apenas em abril, não houve tempo para encontrar uma solução.

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O ministro propôs ao Congresso aprovar uma espécie de proteção orçamentária para a produção de radiofármacos, obrigando que as receitas do Ipen, provenientes da produção de radiofármacos, sejam reaproveitadas no próprio instituto, sem entrar na conta conjunta do Fundo Nacional . o

“O mais absurdo aqui é que não há questão orçamentária”, disse Elias Vaz (PSB-GO), presidente do Conselho Fiscal, que destacou que o Ipen tem receita suficiente para sustentar a produção própria. “Estamos falando de vidas humanas, pessoas sendo tratadas por uma doença grave e sendo suspensas porque não têm o remédio”, acrescentou Vaz.

Em caráter de urgência, o Serviço Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou resolução em 29 de setembro para permitir a importação de excelentes radiofármacos.

Após a medida, alguns hospitais anunciaram internação de emergência, como o Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre. “A medida é necessária por causa da crise na oferta de radiofármacos e radioisótopos que atinge todo o país”, disse o HMD.

EBC

Escrito por Bonfim Notícias

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