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A descoberta da insulina, o “hormônio da vida”, completa 100 anos

A descoberta da insulina – e sua eficácia no tratamento da diabetes – marca o final de 2021, um século que vale a pena salvar milhões de vidas em todo o mundo. Descrita como o “hormônio da vida”, essa substância produzida pelo pâncreas pode ser utilizada em tratamentos médicos em larga escala, tanto em animais quanto em laboratórios.

“A insulina é o hormônio da vida. É importante para a saúde humana porque é o que fornecerá o principal combustível do corpo, que é a glicose, para as células. É como gasolina no motor. Se você não tem glicose, seu corpo não tem combustível. E o injetor dessa glicose nas células é a insulina ”, explica didaticamente. Agência brasileira o presidente da Federação Internacional de Diabetes para a América Central e do Sul, Fadlo Fraige Filho.

Segundo o endocrinologista, sem glicose, o organismo se deteriora e começam a aparecer os sintomas do diabetes, como emagrecimento severo e uma grande necessidade de urinar e beber muita água.

“Sem tratamento, as pessoas podem entrar em coma e o coma diabético é fatal, com altas taxas de mortalidade quando não tratado adequadamente”, acrescentou Fraige, que também é especialista da Sociedade Brasileira de Diabetes e presidente das duas Associação Nacional de Cuidado. Diabetes da Federação Nacional das Entidades de Diabéticos do Brasil.

Caneta de insulina, teste de curva glicêmica

Caneta de insulina – Marcello Casal jr / Agência Brasileira

O professor da ABC Medical School acrescenta que o diabetes afeta cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. “É comum não só pelo número, mas também pelas comorbidades, pois é a principal causa de cegueira e amputação de membros inferiores, além de doenças cardiovasculares”.

Além disso, segundo ele, parte significativa do tratamento está relacionada ao diabetes. “O tratamento não é para o diabetes, mas para as complicações dela decorrentes, nos casos classificados como acidente vascular cerebral, infarto, trombose, amputações, infecções, pneumonia e todo tipo de complicações. diabetes está chegando [oficialmente] na segunda linha de importações, mas é a base de tudo isso ”, acrescentou.

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Com base em estudos realizados em sete hospitais gerais dos Estados Unidos, bem como no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Fraige relata que o diabetes, com suas complicações, corresponde a 44% de todos os leitos de hospitais gerais. “Felizmente, hoje em dia, quando tratada em tempo hábil e com equipe especializada, é possível reabilitar as pessoas, mesmo que seja uma doença não tratada.”

Tratamento

O médico não esconde a dificuldade no tratamento do diabetes, mas afirma que é a única forma de evitar as diversas complicações da doença.

“O grande desafio é realizar com que as pessoas controlem a glicose, o colesterol e a pressão sanguínea. Chamo a atenção para o fato de que o diagnóstico de diabetes não é um diagnóstico fechado, como às vezes é, por exemplo, câncer. É um diagnóstico que dá escolhas. Você pode seguir o caminho do domínio para viver uma vida saudável sem problemas. É complicado será destinado as pessoas não controla ou negligencia [o tratamento]».

Em muitos casos, o tratamento envolve o domínio da dieta. Mas, em geral, no caso de pacientes com diabetes tipo 1, são necessárias pelo menos quatro injeções diárias de insulina, além da necessidade de múltiplas pinças nos dedos para medir a glicemia.

A falta de familiaridade com a insulinoterapia entre um número significativo de profissionais de saúde, porém, preocupa o endocrinologista. “Infelizmente, a terapia com insulina é desconhecida da maioria dos não especialistas, o que pode levar ao risco de hipoglicemia, que às vezes pode ser fatal”, disse ele.

Segundo o especialista, na maioria das vezes, o diabetes não é fatal, mas pode levar a complicações neurológicas importantes quando o tratamento com insulina não é feito de maneira adequada.

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“É necessário [insulinoterapia] conhecido, estudado e aprimorado por profissionais de saúde. No caso do diabetes tipo 1, não há outro tratamento. “Muitas pessoas com o tipo 2 agora precisam tomar insulina em situações em que os antidiabéticos orais param de funcionar”.

Fraige defende que o diabetes deve ser tratado de forma multidisciplinar. “Não é só o médico, mas os farmacêuticos e enfermeiras que precisam entender isso. “Nutricionistas, professores de educação física e todos os profissionais de saúde precisam ampliar seus conhecimentos sobre o diabetes para minimizá-lo e orientar melhor as pessoas”.

Inovação

Graças ao conhecimento multidisciplinar, foi possível até produzir insulina em laboratório, o que também salvou a vida de centenas de milhares de animais que não precisavam mais ser abatidos pela indústria farmacêutica. Para produzir 1 kg de insulina (para fins de tratamento de humanos), foi necessária a coleta do pâncreas de 50 mil animais.

Por meio da biotecnologia, Spartaco Astolfi Filho, biólogo e pós-doutorando em Engenharia Genética, coordenou estudos que resultaram na produção de insulina humana em laboratório por fermentação bacteriana. Essa tecnologia inovadora foi desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB) em colaboração com a Biobrás Bioquímica do Brasil.

“A equipe da UnB foi responsável pela criação da bactéria recombinante que produz em excesso a insulina humana. Todo o processo de desenvolvimento tecnológico da insulina humana recombinante foi concluído com sucesso, resultando na construção do setor industrial de produção de insulina humana em 1998 em Montes Claros. “Em 2000, a patente foi concedida nos Estados Unidos”, disse Agência brasileira o pesquisador.

Embora a técnica de tirar insulina de bactéria seja brasileira, a produção do afluxo para o território nacional terminou após a aquisição da Biobrás por uma multinacional, em 2001. Confira abaixo os principais fatos relacionados à descoberta da insulina (clique no link ao lado descrição das datas):

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* Fonte (de informações em cronologia):
Spartaco Astolfi Filho: Biólogo (UnB), Mestre em Biologia Molecular (UnB), Doutor em Ciências (UFRJ) e Pós-Doutor em Engenharia Genética (UMIST-UK).

EBC

Escrito por Bonfim Notícias

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